
Engraçado como há momentos em que um segundo basta para despertar uma memória.
Ontem quando estava no trabalho observei um momento de ternura que parecia se desenrolar em câmara lenta. Um senhor chegou ao restaurante e numa mesa mais á frente estava uma mãe com a sua filha que não devia ter mais que os seus 8 aninhos.
Nisto, a menina assim que vê o pai, levanta-se, vai a correr ao seu encontro e salta-lhe para o colo...e ficaram ali a trocar um abraço apertado uns segundos que a mim me pareceram anos.
Eu fiquei com um sorriso rasgado no rosto, e quando dei por mim, aquela menina de oito anos era eu...
Era eu que dava a mão ao meu pai e não largava por nada deste mundo como se a minha vida dependesse disso, como se aquela mão fosse o meu escudo protetor...
Era eu que que tao pequenina abraçava ao meu gigante ternurento e lhe sentia o coração bater sabendo que nele havia um lugarzinho especial para mim...
Era eu...essa menina de oito anos era eu...
E agora? Agora que cresci?
Bem, esta tudo igual...ele continua a ser o meu gigante, o homem da minha vida, o meu grande amor...e eu...eu continuo a ser simplesmente aquela menina de oito anos que quer aquela mão, aquele abraço, aquele carinho, e aquele lugarzinho especial no seu coração...
Sem comentários:
Enviar um comentário